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Investimentos em infraestrutura de transportes

  O investimento em infraestrutura de transportes no Brasil atingiu 0,39% do PIB em 2025, maior patamar da série histórica desde 2016, somando R$ 36,8 bilhões do setor privado e R$ 13,2 bilhões do setor público. Apesar do avanço, o patamar de 0,39% do PIB ainda está muito aquém dos cerca de 2% do PIB ao ano que estudos setoriais e referências internacionais apontam como necessários para equacionar o déficit de infraestrutura acumulado no país, mais de cinco vezes o volume atual.

  Essa carência afeta diretamente o custo logístico nacional. Rodovias mal conservadas, gargalos ferroviários e portuários subdimensionados comprometem o tempo de trânsito, a segurança da carga e, sobretudo, a possibilidade de utilizar o modal mais adequado para cada tipo de operação. Um exemplo recorrente é o de cargas como soja e milho, cujo perfil de volume e distância seria mais eficiente por ferrovia, mas que por vezes acabam escoadas por rodovia diante da baixa capacidade ou capilaridade da malha ferroviária disponível, elevando o custo de transporte da carga agrícola muito além do que a matriz modal ideal permitiria.

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Julho, 2026

Quanto tempo leva para percorrer 10km em São Paulo?

  Percorrer 10 km em São Paulo, em horário comercial nos dias úteis, leva em média 31,7 minutos, chegando a 37,3 minutos às sextas-feiras, entre 15h e 18h. O pico se mantém elevado de forma praticamente contínua entre 9h e 21h, com alívio real apenas no início da madrugada. Aos sábados, o mesmo trajeto em horário comercial é, em média, 23% mais rápido (24,2 min), enquanto aos domingos, a redução chega a 37% (20,0 min).

  Para a logística urbana, essa diferença tende a reduzir a produtividade das frotas, limitar o número de entregas por veículo e elevar o custo operacional do last mile. Em um cenário de entregas cada vez mais rápidas e pulverizadas, entender a variação dos tempos de deslocamento por dia e horário é fundamental para definir a localização dos centros de distribuição, ajustar janelas de entrega, dimensionar a frota e aumentar a eficiência das operações.

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Julho, 2026

Trabalhadores de armazenagem por UF

  Em 2025, o Brasil ultrapassou 1,7 milhão de empregados em funções relacionadas à armazenagem. São Paulo concentra 583 mil profissionais, mais de três vezes o contingente de Minas Gerais (170 mil), seguido por Rio de Janeiro (120 mil), Santa Catarina (113 mil), Paraná (110 mil) e Rio Grande do Sul (103 mil). Juntos, esses seis estados reúnem cerca de 70% da mão de obra nacional do segmento.

  Essa distribuição acompanha a concentração da atividade econômica, do consumo e dos principais polos logísticos do país e pode apoiar decisões de expansão logística. Estados com maior oferta de profissionais de armazenagem tendem a oferecer um mercado de trabalho mais amplo e especializado, mas também mais competitivo para contratação e retenção de talentos. Já estados com menor oferta podem impor maiores desafios para formar equipes e sustentar operações em larga escala. Na definição da localização de um novo centro de distribuição, a disponibilidade de mão de obra passa a ser mais uma variável a ser ponderada ao lado de fatores tradicionais, como custo imobiliário, frete e proximidade do mercado consumidor.

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Julho, 2026

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