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Crescimento do e-commerce no Brasil

 Os pedidos de comércio eletrônico no Brasil passaram de cerca de 300 milhões em 2020 para aproximadamente 440 milhões em 2025, com um crescimento de 46% no período. Para 2026, a expectativa é de que os pedidos cresçam cerca de 5%, devendo superar os 450 milhões.
 
 O crescimento consistente do volume de pedidos tende a aumentar a fragmentação das entregas urbanas: mais pedidos, menor valor médio por entrega e maior densidade de paradas por rota. Nesse cenário, a roteirização dinâmica torna-se cada vez mais importante no last mile, com ela tornando possível a absorção do volume crescente de pedidos sem aumento proporcional do custo por entrega.
 
 Os principais indicadores logísticos estão disponíveis em https://prime.ilos.com.br/pages/indicadores
Abril, 2026

Distância média percorrida por ano por um caminhão pesado

 Caminhões pesados percorrem, em média, cerca de 107 mil km no primeiro ano de operação, mas essa intensidade cai mais de 60% ao longo da vida útil, chegando a aproximadamente 40 mil km após 30 anos. A queda é mais acentuada nos primeiros anos e tende a se estabilizar com o envelhecimento, levando à migração gradual dos veículos para operações menos intensivas.
 
 Esse declínio previsível da produtividade do ativo, com aumento nos custos por km e redução nos intervalos de manutenção, deve ser considerado pelos executivos nas decisões operacionais. Com uma frota nacional cuja idade média é de 15 anos, a renovação é não apenas uma decisão financeira, mas também operacional. Nesse contexto, iniciativas de crédito com condições facilitadas para troca de veículos ajudam no equilíbrio entre custo e nível de serviço.
 
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Abril, 2026

Roubo de cargas em queda no transporte rodoviário

 Após o pico histórico de 26 mil ocorrências em 2017, o roubo de cargas no transporte rodoviário vem caindo ao longo dos anos, atingindo 8,6 mil casos em 2025, uma redução de 67%. Esse movimento reflete, em parte, a atuação coordenada entre governos estaduais, forças policiais e iniciativas das próprias empresas, com maior uso de tecnologia, inteligência e gestão de risco. Ainda assim, o problema permanece concentrado em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, que seguem respondendo por parcela relevante das ocorrências.
 
 Do ponto de vista operacional, perdas de carga elevam custos logísticos, pressionam prêmios de seguro e exigem investimentos contínuos em segurança. Os roubos afetam ainda o nível de serviço das empresas, gerando atrasos e rupturas, e aumentam a complexidade na gestão de equipes, especialmente em rotas críticas. A redução observada melhora o ambiente operacional, mas não elimina a necessidade de estratégias estruturadas de mitigação de risco, especialmente em regiões mais expostas à violência.
 
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Abril, 2026

Preço médio do diesel S10 no posto de combustível

 O preço médio do diesel S10 no Brasil atingiu R$ 7,58/litro no início de abril, com variações relevantes entre os estados. Enquanto Acre (R$ 8,30) e Bahia (R$ 8,25) registram os maiores níveis, estados como Espírito Santo (R$ 7,04) e Alagoas (R$ 7,05) operam com preços significativamente mais baixos. A dispersão superior a R$ 1,20/litro evidencia diferenças estruturais relacionadas a logística de abastecimento, carga tributária estadual e dinâmica regional de oferta.
 
 Para transportadores e embarcadores, o impacto é direto: o diesel pode representar mais de 30% do custo de uma rota de 500 km. Nesse contexto, a heterogeneidade de preços por UF deixa de ser apenas um dado de mercado e passa a ser variável operacional relevante, influenciando definição de rotas, pontos de abastecimento e até a negociação de fretes. Incorporar essa variabilidade no planejamento é essencial para evitar distorções de custo e preservar margens.
 
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Abril, 2026

Principais produtos importados e exportados

 Petróleo bruto (US$ 44,7 bi), soja (US$ 43,5 bi) e minério de ferro (US$ 29,0 bi) lideraram as exportações brasileiras em 2025, todos produtos com alta densidade de volume e baixo valor agregado por unidade. Esse perfil contrasta com o das importações (combustíveis (US$ 15,6 bi), fertilizantes (US$ 15,5 bi) e máquinas), que sugerem maior pulverização e maior valor agregado. A estrutura da pauta comercial aponta para uma logística outbound orientada à escala, enquanto o inbound demanda maior frequência e flexibilidade operacional.
 
 Essa diferença influencia a configuração da infraestrutura e dos modais. A exportação de commodities demanda corredores de alto volume, com integração eficiente entre ferrovias e portos para redução de custo unitário. Já as importações tendem a maior uso do rodoviário, especialmente para produtos de menor peso e maior frequência de entrega, com operações mais fragmentadas e sensíveis a prazo. 
 
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Abril, 2026

Acidentes rodoviários envolvendo caminhões 2025

 52 acidentes por dia envolvendo caminhões em rodovias federais. Esse foi o ritmo registrado ao longo de 2025, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
 
 Nesse período, colisões responderam por 68% das ocorrências (12,9 mil), seguido por capotamentos / tombamentos (12%) e saídas de pista (11%). Entre as colisões, um terço delas foi traseira, quando os dois veículos estão na mesma pista e o de trás colide com o da frente. Já 14% das colisões entre caminhões aconteceram de forma frontal, quando a frente de ambos se choca, sendo um tipo de acidente particularmente preocupante pela alta taxa de mortalidade.
 
 Para operações logísticas, as consequências diretas são avaria de carga, indisponibilidade de frota e variabilidade de prazo, três vetores que afetam nível de serviço e margem. A resposta operacional passa por gestão de risco de rota, monitoramento em tempo real e controle estruturado de jornada.
 
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Abril, 2026

Preço do Diesel no Brasil - Impacto das guerras

 O preço do diesel S10 no Brasil atingiu R$ 7,57/litro em 2026, aproximando-se do pico histórico de R$ 7,68/litro registrado no início da guerra na Ucrânia, em 2022. A comparação mostra que a recente escalada no Oriente Médio começa a produzir efeitos semelhantes aos observados naquele período, com pressão relevante sobre os preços domésticos.
 
 Em cenários de volatilidade como esse, o diesel, que sempre foi relevante na composição de custos do transporte, ganha um peso ainda maior nas decisões operacionais. Com participação superior a 30% no custo de rotas de média distância (500km) para veículos pesados (5 eixos, carga geral), qualquer oscilação relevante de preço impacta diretamente a margem, e decisões tomadas com base em tabelas desatualizadas ou sem modelagem de should cost tendem a amplificar esse impacto em vez de contê-lo.
 
 Saiba como o ILOS pode ajudar as empresas com sua estratégia de transportes em https://ilos.com.br/ilos-aponta-economia-de-r-260-milhoes-por-ano-em-uma-multinacional-de-materiais-de-construcao/ 
Março, 2026

Impacto da guerra no Irã nos preços do diesel no mundo

 A guerra no Irã tem gerado impactos assimétricos nos preços do diesel ao redor do mundo. Com políticas mais liberais em relação aos preços dos combustíveis, Austrália e EUA vêm registrando as maiores altas, de 52% e 41%, nos valores do diesel. Por outro lado, Rússia e Índia estão menos expostos: a Rússia, grande produtora de petróleo, opera com preços domésticos desvinculados do mercado spot internacional, enquanto a Índia é um dos principais compradores do óleo russo com desconto. Já o Brasil ocupa posição intermediária (alta de 20,4%), beneficiado por ser também um país produtor de petróleo e pela política de paridade parcial conduzida pela Petrobras, que tende a amortecer oscilações externas no mercado doméstico.
 
 Para embarcadores e transportadoras brasileiras, o momento é de atenção aos custos do transporte rodoviário de carga. Afinal, os gastos com diesel podem representar mais de 30% dos custos de uma rota de 500km no Brasil. O atual cenário aumenta a importância na análise de modelos de should cost e de contratos com cláusulas de reajuste atreladas a índices de frete.
 
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Março, 2026

Exportações brasileiras via modal rodoviário

 As exportações brasileiras via modal rodoviário para a América do Sul atingiram US$ 22,6 bilhões em 2025, maior valor desde 2015, após um ciclo de recuperação iniciado em 2021. O crescimento recente reflete a intensificação das trocas regionais de bens industriais e de maior valor agregado, nos quais o transporte rodoviário é mais competitivo por conta da disponibilidade, da flexibilidade e do menor tempo de trânsito.
 
 Entre os quatro principais compradores de produtos brasileiros, três são membros fundadores do Mercosul, Argentina (US$ 10,6 bilhões), Paraguai (US$3,8 bilhões) e Uruguai (R$ 2,3 bilhões), além do Chile (R$ 3,6 bilhões). Isso mostra a relevância do acordo para o Brasil, que reduziu a complexidade dos regimes de trânsito e zerou as tarifas comerciais entre os países do bloco.
 
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Março, 2026

Importância dos tributos no preço do diesel

 Em 14 dias, o diesel subiu R$ 1,20 por litro, de R$ 6,15 para R$ 7,35 (+19,5%). A pressão vem do Diesel A, que passou de 50% para 58% da composição do preço, reflexo da instabilidade geopolítica no Oriente Médio e seus efeitos sobre o petróleo.
 
 Em resposta ao aumento, no mesmo período, o governo zerou os tributos federais sobre o preço do combustível. A medida conteve parte do impacto, mas não reverteu a alta. O fato de ter mais de 60% da carga movimentada pelo transporte rodoviário faz com que o Brasil fique mais vulnerável às intempéries no mercado de petróleo internacional. Em consequência, choques geopolíticos se traduzem em pressão de custo logístico de forma direta e rápida para as empresas nacionais.
Março, 2026

ANTT aumenta novamente Piso Mínimo de Fretes em 2026

 A ANTT atualizou pela terceira vez em 2026 a tabela de piso mínimo de frete, ainda no primeiro trimestre. Para uma operação de carga geral, com 5 eixos e 500 km, o valor vigente passou para R$ 3.991, aumento de 2,6% em relação à tabela anterior e de 7,4% frente à tabela de janeiro.
 
 O movimento ocorre em um cenário de pressão sobre os preços do petróleo, com reflexo direto no diesel no Brasil, componente que representa mais de 30% dos custos de uma rota de 500 km para o mesmo perfil de veículo analisado. Em paralelo, a ANTT vem intensificando a fiscalização do cumprimento do piso mínimo de frete rodoviário, respondendo a uma demanda recente dos caminhoneiros. Nesse contexto, embarcadores e transportadores precisam reforçar a gestão de custos, revisar rotas e recalibrar contratos com base em estruturas atualizadas, reduzindo exposição a penalidades e à volatilidade dos insumos.
 
 Entenda como a consultoria do ILOS pode ajudar a sua empresa em https://ilos.com.br/ilos-auxilia-metalurgica-a-comparar-fretes-pagos-versus-fretes-minimos-da-antt/
Março, 2026

PIB do Brasil em 2025 por setor

 O PIB do Brasil em 2025 totalizou R$ 12,7 trilhões, com serviços respondendo por R$ 7,6 trilhões (60%), indústria por R$ 2,6 trilhões (20%) e agropecuária por R$ 0,8 trilhão (6%), além de R$ 1,8 trilhão em impostos sobre produtos (14%). Essa composição indica uma economia majoritariamente orientada a serviços, mas com setores industriais e agropecuários muito relevantes principalmente na geração de fluxos físicos de carga.
 
 Essa estrutura pressiona a matriz de transportes em diferentes frentes: serviços ampliam a demanda por distribuição urbana e capilaridade, enquanto indústria e agro exigem eficiência em longas distâncias e corredores de exportação. Para as empresas, isso se traduz na necessidade de revisar o desenho de malha, avaliar alternativas modais e ajustar estratégias logísticas conforme o perfil da demanda, buscando maior aderência entre a estrutura econômica e as operações de transporte.
 
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Março, 2026