Mudança na localização de CDs com a Reforma Tributária
Entre as grandes empresas embarcadoras brasileiras, 21% pretendem mudar a localização de seus centros de distribuição principalmente por causa da Reforma Tributária. Outros 13% também planejam mudar, mas por decisões internas que não dependem da reforma. Já 49% não têm previsão de mudança e 17% ainda não avaliaram o tema. Os dados são de pesquisa realizada pelo ILOS em 2026 com mais de 100 grandes empresas embarcadoras de carga do país, dos setores de indústria, varejo e agronegócio.
A reforma altera um dos critérios que mais pesaram no desenho das redes de distribuição nas últimas décadas. O IBS e a CBS passam a ser cobrados no destino, e os benefícios fiscais de ICMS serão reduzidos gradualmente entre 2029 e 2032. Com isso, instalar um CD em um estado com incentivo tende a dar cada vez menos vantagem tributária. A localização passa a depender mais do custo de transporte, do prazo de atendimento, do acesso a imóveis e mão de obra, dentre outros aspectos.
Um dado que chama atenção é o dos 17% que ainda não avaliaram o tema. Mudar um CD envolve renegociar contratos, encontrar galpões na nova região e fazer a transição sem interromper o atendimento. Segundo a mesma pesquisa, em média apenas 29% dos CDs usados por essas empresas são próprios. Por isso, boa parte das mudanças vai depender de prazos de locação, que não necessariamente coincidem com o calendário da transição tributária. Com a vacância média de condomínios logísticos em torno de 5%, a mais baixa da série histórica, quem deixar a revisão da rede para o fim da transição tende a disputar um estoque reduzido de galpões nas regiões de maior demanda.
O ILOS seleciona os principais indicadores logísticos em https://prime.ilos.com.br/pages/indicadores. Acesse gratuitamente!
A reforma altera um dos critérios que mais pesaram no desenho das redes de distribuição nas últimas décadas. O IBS e a CBS passam a ser cobrados no destino, e os benefícios fiscais de ICMS serão reduzidos gradualmente entre 2029 e 2032. Com isso, instalar um CD em um estado com incentivo tende a dar cada vez menos vantagem tributária. A localização passa a depender mais do custo de transporte, do prazo de atendimento, do acesso a imóveis e mão de obra, dentre outros aspectos.
Um dado que chama atenção é o dos 17% que ainda não avaliaram o tema. Mudar um CD envolve renegociar contratos, encontrar galpões na nova região e fazer a transição sem interromper o atendimento. Segundo a mesma pesquisa, em média apenas 29% dos CDs usados por essas empresas são próprios. Por isso, boa parte das mudanças vai depender de prazos de locação, que não necessariamente coincidem com o calendário da transição tributária. Com a vacância média de condomínios logísticos em torno de 5%, a mais baixa da série histórica, quem deixar a revisão da rede para o fim da transição tende a disputar um estoque reduzido de galpões nas regiões de maior demanda.
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