Entre as grandes empresas embarcadoras de carga no Brasil, 45% percebem impacto positivo da Reforma Tributária sobre suas operações de supply chain, 38% percebem impacto negativo, 12% não identificam impacto e 5% ainda não avaliaram o tema. Os dados são de pesquisa realizada pelo ILOS em 2026 com 110 empresas embarcadoras dos setores de indústria, varejo e agronegócio.
A divisão tende a refletir alguns aspectos da Reforma Tributária. A lógica distributiva da reforma, com o IBS e a CBS substituindo tributos cumulativos por um sistema de crédito amplo, pode beneficiar empresas hoje penalizadas pela cumulatividade tributária na cadeia. Por outro lado, companhias estruturadas em torno de benefícios fiscais de ICMS, concentrados em determinados estados, vão perder essa vantagem quando a reforma estiver implementada.
Já os 17% que não percebem impacto ou não avaliaram o tema merecem atenção: com a transição já em curso, mapear a exposição da operação a questões como créditos disponíveis, regime tributário dos fornecedores de transporte e benefícios fiscais ainda em vigor, por exemplo, reduz o risco de decisões tardias sobre rede logística e contratos.
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