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Evolução do investimento em infraestrutura logística por modal

  O investimento público e privado em infraestrutura logística no Brasil alcançou 0,42% do PIB em 2025, acima dos 0,37% de 2017 e dos 0,27% de 2021. A composição desses investimentos também mudou: o modal aquaviário passou a receber 25% dos investimentos (contra 2% em 2017), enquanto o ferroviário recuou de 24% para 16%, o rodoviário de 57% para 47% e o aeroviário de 18% para 11%.
 
  A perda de participação do rodoviário, porém, não significa deslocamento de recursos entre modais. Aplicada ao total investido, a fatia rodoviária de 2025 equivale a cerca de 0,20% do PIB, praticamente o mesmo nível de 2017. O que houve principalmente foi a entrada do aquaviário em uma base que segue pequena: os 0,42% permanecem distantes dos cerca de 2% do PIB ao ano considerados como necessários para conservar, modernizar e expandir a infraestrutura de transportes. No médio e longo prazo, esse patamar limita a capacidade disponível de transportes do país e sustenta o custo logístico brasileiro em nível elevado.
 
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Setembro, 2026

Perfil de transporte nas grandes empresas embarcadoras

  Nas grandes empresas embarcadoras brasileiras, 85% do volume transportado é movimentado por transportadoras contratadas. A frota própria responde por 8% e a contratação direta de autônomos, por 7%. Os dados são de pesquisa realizada pelo ILOS em 2026 com mais de 100 grandes empresas embarcadoras de carga do país, dos setores de indústria, varejo e agronegócio.
 
  Com essa composição, a competência central da área de transportes passa a ser contratar, medir e reter capacidade, e não operar. O embarcador que movimenta 85% do volume por terceiros não controla frota, escala de motoristas nem política de renovação de veículos, mas responde pelo prazo de entrega diante do cliente. Em um mercado com redução da oferta de motoristas e frota envelhecida, a disponibilidade de caminhão em pico de demanda tende a ser decidida menos pelo preço ofertado e mais pela qualidade da relação com a base de transportadores.
 
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Setembro, 2026

Perfil de armazenagem das empresas embarcadoras

  Em média, apenas 29% dos centros de distribuição utilizados pelas grandes empresas embarcadoras são próprios. Pesquisa inédita do ILOS, realizada em 2026 com mais de 100 grandes empresas da indústria, varejo e agronegócio, mostra também que 38% dos CDs são alugados diretamente pelas empresas e 32% são contratados por meio de operadores logísticos.
 
  Os dois modelos de terceirização não são equivalentes. No aluguel direto, a empresa abre mão do ativo, mas mantém a gestão da operação; na contratação via operador logístico, ela opta por terceirizar ambos. A predominância do primeiro formato aparece também na mão de obra: 53% é terceirizada e 47% própria.
 
  Esse arranjo híbrido oferece flexibilidade de capital sem perda de controle sobre o processo, mas concentra o risco em um ponto específico. A alavanca de custo mais rígida, a mão de obra, permanece interna, enquanto a mais sensível ao ciclo de mercado, o imóvel, é renegociada periodicamente. Em um cenário de vacância baixa em regiões de maior demanda, a renovação de contratos de locação pode passar a pesar mais na conta de armazenagem do que ganhos de produtividade dentro do CD conseguiriam compensar.
 
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Setembro, 2026

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