Impacto no Custo de Transporte com a Reforma Tributária
A divisão mostra que a reforma não deve afetar o frete da mesma forma para todos. Hoje, o transporte de cargas paga principalmente ICMS nas viagens entre municípios e ISS nas viagens dentro do mesmo município, além de PIS e Cofins. Com o IBS e a CBS, o imposto pago no frete passa a gerar crédito amplo para quem contrata o transporte. O resultado, porém, depende de quem presta o serviço. Transportadoras do regime regular geram crédito integral. Já a contratação de empresas do Simples Nacional e de autônomos segue regras específicas de crédito.
Na mesma pesquisa, 85% do volume dessas empresas é movimentado por transportadoras contratadas. Por isso, o regime tributário de cada transportadora é tão relevante para o custo quanto a tarifa negociada. Antes de estimar o impacto da reforma, é preciso mapear o regime de cada prestador e revisar as cláusulas de preço dos contratos, que hoje incluem o ICMS. Como o crédito só poderá ser usado depois que o fornecedor pagar o imposto, a situação fiscal da transportadora também passa a afetar o custo de quem contrata.
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