No segundo trimestre de 2026, o preço médio de locação nos condomínios logísticos classe A e A+ do Brasil variou de R$ 20,5/m² (Mato Grosso) a R$ 33,1/m² (São Paulo), enquanto a vacância oscilou entre 0,7% (Distrito Federal) e 28,3% (Mato Grosso). Cruzando os dois indicadores por estado, a relação inversa entre preço e vacância se confirma na maior parte dos casos, mas com exceções que merecem atenção.
Paraná e Distrito Federal formam o par mais restritivo do mercado: preços entre os mais altos do país (R$ 33,0/m² e R$ 32,0/m², respectivamente) combinados a vacância residual (1,3% e 0,7%). Na prática, isso significa pouca ou nenhuma margem de negociação para quem busca área nessas praças: com estoque disponível próximo de zero, o locatário tem menos poder de barganha sobre preço e condições, e o tempo entre a decisão de expansão e a disponibilidade real de galpão tende a se alongar.
Em Santa Catarina, porém, a situação é diferente: embora o preço de R$ 28,0/m² esteja acima da média nacional, ele convive com uma vacância de 12,9%, a terceira maior do levantamento. A combinação sugere descompasso entre o valor pedido pelos proprietários e a capacidade de absorção do mercado, ponto relevante para quem negocia renovação ou revisão de contrato na praça.
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