O licenciamento de implementos rodoviários recuou 8% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, mas a queda não se distribuiu de forma homogênea entre as categorias. O segmento tanque teve a retração mais acentuada, de 5,8 mil para 4,4 mil unidades (-24%), seguido pelo graneleiro, de 14,8 mil para 13,4 mil (-9%), e pelo baú, de 25,5 mil para 23,8 mil (-7%). O basculante manteve-se estável, em 9,9 mil unidades nos dois períodos.
Ligada ao transporte de carga geral e à distribuição urbana, a carroceria baú concentra o maior volume e responde pela maior parte da queda em números absolutos. Já o graneleiro acompanha o ciclo de investimento do agronegócio, enquanto o tanque, com o recuo mais intenso, sinaliza menor renovação de capacidade nas cadeias de combustíveis e químicos. Por fim, a estabilidade do basculante é consistente com a manutenção do ritmo em obras de infraestrutura e mineração.
O desempenho desigual entre categorias tem implicação prática para transportadores e embarcadores, pois a oferta futura de capacidade não se contrai de maneira uniforme. Em segmentos com equipamento especializado e menor liquidez no mercado de usados, como tanques, a redução na entrada de ativos novos tende a apertar a disponibilidade e pressionar o frete antes que isso apareça em indicadores agregados. Contratos de longo prazo e planejamento de capacidade dedicada ganham peso nesse cenário.
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