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Comparativo de licenciamento por categoria de implemento rodoviário

  O licenciamento de implementos rodoviários recuou 8% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, mas a queda não se distribuiu de forma homogênea entre as categorias. O segmento tanque teve a retração mais acentuada, de 5,8 mil para 4,4 mil unidades (-24%), seguido pelo graneleiro, de 14,8 mil para 13,4 mil (-9%), e pelo baú, de 25,5 mil para 23,8 mil (-7%). O basculante manteve-se estável, em 9,9 mil unidades nos dois períodos.
 
  Ligada ao transporte de carga geral e à distribuição urbana, a carroceria baú concentra o maior volume e responde pela maior parte da queda em números absolutos. Já o graneleiro acompanha o ciclo de investimento do agronegócio, enquanto o tanque, com o recuo mais intenso, sinaliza menor renovação de capacidade nas cadeias de combustíveis e químicos. Por fim, a estabilidade do basculante é consistente com a manutenção do ritmo em obras de infraestrutura e mineração.
 
  O desempenho desigual entre categorias tem implicação prática para transportadores e embarcadores, pois a oferta futura de capacidade não se contrai de maneira uniforme. Em segmentos com equipamento especializado e menor liquidez no mercado de usados, como tanques, a redução na entrada de ativos novos tende a apertar a disponibilidade e pressionar o frete antes que isso apareça em indicadores agregados. Contratos de longo prazo e planejamento de capacidade dedicada ganham peso nesse cenário.
 
  O transporte rodoviário de carga será amplamente debatido no Fórum ILOS 2026. Saiba mais em: www.forumilos.com.br.
Julho, 2026

Custos utilizados pela ANTT para cálculo do Frete Mínimo

  A estrutura de custos da tabela ANTT para o Piso Mínimo de Frete mostra dois regimes distintos de reajuste. Dos itens que compõem o cálculo, veículo, implemento, salários, pneus, manutenção, insumos, quase todos subiram 3,5% entre janeiro e julho, variação que corresponde ao IPCA acumulado no período. As exceções foram o diesel S10, que caiu 5,2%, para R$ 6,97 por litro, e o Arla, com alta ligeiramente inferior, de 3,4%.
 
  Mas essa compensação entre custos que sobem e diesel que cai não vale igual para toda rota. Em trechos longos, como 1.000 km, o combustível é o maior peso no custo total, e sua queda de 5,2% é suficiente para neutralizar o reajuste dos demais itens. Em rotas curtas, como 200 km, o peso maior é dos custos fixos (veículo, implemento, salários), e o peso do diesel é menor, com menos força para compensar os aumentos. Resultado: o piso mínimo tende a subir mais em trechos curtos do que em trechos longos.
 
  O piso mínimo de frete será tema de um painel de debates no Fórum ILOS 2026. Veja programação completa em https://forumilos.com.br/programacao/
Julho, 2026

% do diesel no custo do transporte rodoviário em diferentes distâncias

  O peso do diesel no custo do transporte rodoviário varia conforme a distância da rota. Em trajetos de 200 km, o combustível responde por cerca de 25% do custo total. A 500 km, sobe para 34%; a 1.000 km, chega a 39%; acima de 2.000 km, estabiliza em torno de 43%. A curva cresce rápido nas primeiras centenas de quilômetros e satura a partir de 1.500 km.
 
  A explicação está na estrutura de custos. Componentes fixos e de tempo, como remuneração do motorista, depreciação, remuneração de capital e tempo de carga e descarga, independem da quilometragem percorrida. Em rotas curtas, esses itens diluem a participação do combustível; em rotas longas, o consumo cresce proporcionalmente à distância, elevando a participação do diesel no custo da viagem.
 
  A implicação prática é que a exposição ao preço do diesel não é uniforme na malha. Operações de longa distância têm sensibilidade próxima ao dobro da observada em rotas regionais, o que altera o cálculo de repasse tarifário e a calibragem de cláusulas de reajuste por segmento de rota. Em trajetos curtos, o ganho marginal está menos no consumo e mais na redução do tempo de ciclo: janelas de recebimento, filas em doca e produtividade do ativo pesam mais que o preço do litro.

  O transporte rodoviário de carga será analisado em profundidade no Fórum ILOS 2026. Veja a programação completa em https://forumilos.com.br/programacao/
Julho, 2026

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